NÃO IMPORTA O LUGAR… O QUE IMPORTA É CRIAR!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Natal é Quando um Homem Quiser


Quando um Homem Quiser
(José Carlos Ary dos Santos / Fernando tordo)

Tu que dormes à noite na calçada do relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro

É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O sonho do Pai Natal…

O Pai Natal sonhou um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. E não queria acordar porque neste ano os Humanos encheram-se de boa vontade e fizeram um acordo de Paz, que silenciou todas as armas. Em todos os cantos do planeta, mesmo nos lugares mais recônditos da Terra, as armas calaram-se para sempre e os carros de combate e outras máquinas de guerra foram entregues às crianças para neles pintarem flores brancas de paz.

O Pai Natal sonhou um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. E não queria acordar porque nesse sonho não havia fome: em todas as casas havia comida, havia até algumas guloseimas para dar aos mais pequenos. Mesmo as crianças de países outrora pobres tinham agora os olhos brilhantes, brilhantes de felicidade. Todas as crianças tinham acabado de tomar um esplêndido pequeno-almoço e preparavam-se para ir para a escola, onde todos aprendiam a difícil tarefa de crescer e ser Homem ou Mulher.

O Pai Natal sonhou um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. E no seu sonho não havia barracas, com água a escorrer pelas paredes e ratos pelo chão, nem gente sem tecto, a dormir ao relento. No sonho do Pai Natal, todos tinham uma casa, um aconchego, para se protegerem do frio e da noite.

O Pai Natal sonhou um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. E no seu sonho não havia instituições para acolher crianças maltratadas e abandonadas pelos pais nem pequeninos e pequeninas à espera de um carinho, de um beijo… de AMOR. Todas as crianças tinham uma família: uma mãe ou um pai ou ambos os pais, todas as crianças tinham um colo à sua espera.

O Pai Natal sonhou um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. E no seu sonho não havia palavrões e outras palavras feias, não havia empurrões, má educação e desentendimentos. Toda a gente se cumprimentava com um sorriso nos lábios. Nas estradas, os automobilistas não circulavam com excesso de velocidade, cumpriam as regras de trânsito e não barafustavam uns com os outros.

O Pai Natal sonhou um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. E no seu sonho não havia animais abandonados pelos seus donos, deixados ao frio, à fome e à chuva, nem animais espetados e mortos nas arenas, com pessoas a aplaudir.
Mas, afinal, quando despertou verdadeiramente, o Pai Natal viu que tudo não tinha passado de um sonho; que pouco do que sonhara acontecia de verdade. Ficou triste, muito triste, e pensou:

« - Afinal, ainda é preciso que, pelo menos uma vez por ano, se celebre o Natal!».

E, nessa noite, o Pai Natal começou os preparativos para dar, mais uma vez, um pouco de alegria a todas as crianças do Mundo.
(Retirado de “Diário de Aveiro” - Adaptado por Vaz Nunes)
02-Christmas Music...

sábado, 13 de dezembro de 2008

SALVEM OS RICOS (Os Contemporâneos)


Solidariedade com os multimilionários, que com esta crise estão á beira de ficarem tristemente milionário.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

GALA PRÉMIOS PRECARIEDADE 2008

É já no dia 13 de Dezembro (Sábado), às 22 horas no Ateneu Comercial de Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão, 110, junto ao Coliseu).

De golfe percebemos pouco, mas sabemos que em todos os jogos da vida em princípio a melhor defesa é o contra-ataque. Daí estes Prémios Precariedade, daí esta Gala Prémios Precariedade 2008.
Estejas ou não precário ou precária ou desempregada ou desemprecário, junta-te ao contra-ataque mais divertido do ano. É já no próximo sábado.
E embora sejam desnecessários fraques e vestidos de gala para sábado, está garantido que vamos todos brindar aos vencedores e vencedoras. Na Gala Prémios Precariedade 2008 vamos anunciar quem mereceu mais votos, entre milhares de cliques em http://www.premiosprecariedade.net/. Já agora, as "urnas" só estão abertas até amanhã, dia 11, e não há vencedores antecipados!

Haverá comes e bebes e a música também está garantida, de Pedro e Diana aos Farra Fanfarra, passando por Primo Canto e DJ Varatojo. É muito importante seres pontual, porque os Gasganetes vão ser entregues à hora marcada e não queres perder as surpresas desta noite tão especial!
No sábado à noite, toda a gente pode pisar o tapete vermelho! Divulga e vem à Gala Prémios Precariedade 2008!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

O PSD e a Avaliação dos professores

A proposta. do CDS / PP de suspensão parcial do modelo de avaliação dos professores só não foi aprovada por falta de 30 deputados do PSD. No conjunto da oposição faltaram 35 deputados, mas a grande responsabilidade assenta no PSD e os professores nunca mais se vão esquecer disto. Tinha-se acabado de vez com as macadadas do Ministério da Educação e as de outros escribas da Comunicação Social que falam na legitimidade da democracia eleitoral e governativa na imposição das suas leis a uma classe profissional. Não aconteceu por acaso circunstancial e daí a grande responsabilidade do grupo parlamentar do PSD. A democracia, por vezes, tem as suas circunstâncias, não é Fernanda Câncio?
E assim foi.

O senhor Paulo Rangel, presidente do Grupo Parlamentar do PSD, bem pode argumentar que telefonou, que enviou mensagens aos seus deputados para regressarem à Assembleia da República, quando já estavam em viagem para as suas terras de residência em fim-de-semana prolongado, subsidiados pelo Estado/Professores/Povo, ou para outras terras de Portugal... Sabe-se que os senhores deputados do PSD (e outros) saem às sextas-feiras de manhã para as suas terras, mas a sua ausência perante uma votação destas só mostra que não têm qualquer consciência, nem responsabilidade política perante os seus eleitores e a sua presidente Ferreira Leite. São 130 mil professores em protesto publico, nas ruas e em greve geral, que se não vão esquecer desta ausência do PSD numa votação crucial para os seus destinos profissionais... Aguardemos pelas eleições de 2009...
José Raimundo

EXPOSIÇÃO DE ARTE - AMSAC

Exposição de Arte - AMSAC (associação de Moradores de Santo António dos Cavaleiros)
de 28 de Novembro a 14 Dezembro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Venha festejar connosco!
A Amnistia Internacional Portugal tem o prazer de o convidar para vir festejar connosco os 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. (10 Dezembro, 15h00)
Divulgue para todos os seus contactos e não deixe de aparecer!
A entrada é livre, mas os lugares são limitados. Inscreva-se ou informe-se através do e-mail f.marques@amnistia-internacional.pt ou pelo telefone 21 386 16 52.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Dança da Educação

As várias manifestações dos professores não demovem a Ministra da Educação, veja neste video exclusivo a verdadeira razão porque o primeiro ministro não demite a ministra.
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Jorge Palma, apresentação concerto "Último Metro"

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.
A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio.
Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa.
E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior.
Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor.
Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio.
Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro.
A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.
A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado.
Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo.
Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo.
Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade.
Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos.
Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
Ricardo Araujo, Visão, 16-10-08

Livro "Crónicas" de Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer lança hoje um livro, intitulado Crônicas, no qual reafirma a sua militância comunista, esclarecendo porque ingressou no Partido e porque admira Brizola, Cuba e Fidel Castro, adianta o Jornal do Brasil.
«A revolução de 1905, Outubro de 1917, a vitória contra o nazismo, a libertação de Cuba, tudo isso vai se repetir depois desses tempos sombrios que o capitalismo brutalmente instituiu e o império de Bush procura manter», escreve o mais famoso arquitecto brasileiro.
O livro reúne uma selecção de artigos e crónicas publicados na imprensa nas últimas décadas, actualizados pelo próprio autor.Niemeyer nomeia os seus autores favoritos, desde os filósofos gregos a autores como Albert Camus, Franz Kafka, Jean-Paul Sartre e André Malraux (de quem foi amigo, na época em que o romancista e aventureiro era Ministro da Cultura).

Em arquitectura, Niemeyer mostra-se aberto às diferentes correntes estéticas, admitindo que não há uma arquitectura única e ideal, havendo espaço tanto para a curva livre e sensual, que sempre perseguiu, como para a pureza da linha recta.

«Passei a considerar minha arquitectura não, como alguns podem pensar, o caminho ideal, mas somente a minha arquitectura. E, para ser coerente, passei a afirmar que, como eu, cada arquitecto deve procurar o seu próprio caminho, sem preconceitos», opina. Como escritor, prefere um estilo simples.

«Pessoalmente, prefiro as linguagens simples do quotidiano», confessa o arquitecto, citando as palavras do escritor italiano Alberto Moravia, que defendia a aproximação da literatura à linguagem oral.
Lusa / SOL

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

LENGALENGA

Pronto agora tentam convencer-me que esta crise financeira é minha culpa, também. Devia de ter feito poupanças, não descobri ainda como, não descobri de onde é que tirava dinheiro para poupar … Mas pronto isso agora fica resolvido, o dinheiro dos meus impostos, o dinheiro que não chega para hospitais e escolas, que talvez não chegue para a minha reforma, esse dinheiro vai salvar a banca, a banca que teve mais de trinta por cento de lucro, esse dinheiro vai redimir-me.
Esse dinheiro, mais o dinheiro que irá ser gasto no comboio de alta velocidade, e num aeroporto novinho em folha, em pleno deserto, vão salvar a industria da construção civil, reabilitar o país, tal como a Expo, o Euro 2004, salvaram-nos não foi?
Mas ainda assim, vai haver melhor, um contrato equilibrado com quem vai explorar uma nova Ponte, irá garantir que uma empresa, nacional e única no mundo, cresça, aproveitam e exploram a ponte, já mais que paga, ponte com mais de 40 anos, paga com o dinheiro dos impostos dos meus pais.
Pronto e também sei que tudo isto é fruto de uma conjuntura internacional, que faz com que o preço do petróleo desça e o dos combustíveis suba. Devia de ter pensado três vezes quando comprei casa, a pagar durante um quarto de século, a juros sempre a subir, devia ter pensado em não o fazer.
Talvez ter ficado amontoado na casa maternal, assim garantia um melhor apoio á velhice, em vez de andar a correr feito doido em apoios vários. Continuando a pagar mesmo que falte um cêntimo para concluir esse pagamento, o estado garante á banca o valor do empréstimo, ficando eu inquilino daquilo que paguei…
Devia ter pensado melhor, muito melhor antes de ter tido dois filhos, artigo de luxo, investimento a fundo perdido. Enfim, esta lengalenga do dinheiro é sempre a mesma, o dinheiro não quer nada comigo e eu não quero nada com ele.
Mas começo a estar farto, e vocês?
In. Isto tem Dias

terça-feira, 14 de outubro de 2008

LISBOA: MANIFESTAÇÃO CONTRA XENOFOBIA JUNTA 2 MIL

Apesar da chuva, esta foi uma das maiores manifestações de sempre de imigrantes em Portugal. O protesto teve no seu centro as políticas "securitárias e racistas" do Pacto Europeu sobre Imigração, da autoria de Sarkozy. A exigência da regularização de todos os imigrantes e a denúncia da estigmatização destas comunidadas gerada pela onda de mediatização da criminalidade foram outros dos motivos que levaram duas mil pessoas às ruas da baixa lisboeta. Ler mais...
Fotogaleria da manifestação.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Os danados da Nação

Dizem os estudiosos da demografia que a Europa sem os imigrantes iria estiolar populacionalmente. É o que se passa em Portugal. Acontece que a nossa Comunicação Social sempre que há crime aproveita para relevar a etnia do criminoso. Assim se aumenta a xenofobia do nosso povo. Li que houve uns romenos que assaltaram não sei onde umas casas, mas também li que milhares de «cidadãos» romenos estão a ser explorados por empresários agrícolas portugueses, que os alugam para as vindimas no Douro sem quaisquer direitos.... O mesmo se passa com os operários da Construção Civil do Norte, que são africanos, brasileiros, brancos, mulatos e que «pagam para trabalhar», conforme denuncia Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção Civil do Norte.
Em termos de notícia RTP teve mais relevância a saída de um caceteiro nazi do que as declarações de Albano Ribeiro.
Seria pedir muito à RTP, que mostrasse em reportagem estas situações de exploração do trabalho imigrante para diminuir atitudes xenófobas?
Os imigrantes não são os danados da Nação.
José Raimundo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A POESIA É P'RA BEBER

Livraria Bulhosa - Entrecampos, Lisboa

Dia 30, Terça-feira, 18.30
Palavras na Bulhosa... Ode ao Vinho
A evocação de Baco - Um recital de poesia
Com Silvina Pereira e Júlio Martín

Com degustação de vinhos
Vinho Tinto Douro Calços do Tanha Reserva 2005
Vinho Tinto Douro Calços do Tanha Touriga Nacional 2005
Vinho Tinto Regional Alentejano Approbatus
E com Amor, Arte e Técnica se faz o Vinho
Ao princípio, caíram águas sobre águas; moviam-se nos verdes profundos da vida vegetal, por entre as miríficas criações que a Natureza ia desenvolvendo em mundos submersos, águas de esmeraldas límpidas, fonte de vida terrena. Depois, definiram espaços, ilhas de terra, as águas correndo por labirintos desconhecidos, recebendo do Sol a força de viver; a seguir, quando? como? Houve seres a jornadear pelos paraísos da oferta terrena e pelas naturais brutezas, temores das forças da Natureza e infinitas noites de medo. A mão humana obedeceu à abertura do cérebro e foi construíndo, lenta, deveras lentamente, as delícias do quotidiano. Assim aconteceu, quando? como? quem?, homens de diferentes caminhos descobriram, com engenho e saberes acumulados, em espelhados bagos sumarentos e açucarados pelo calor, um líquido de sabores e de aromas inesquecíveis, gerador de afectos e de emoções, tornando o Mediterrâneo num novo Paraíso, o da cultura do Vinho. Veja aqui o programa

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Que Faz Falta é... Acordar a malta


Zeca...Hoje, mais actual que nunca!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

EDITORIAL

O êxodo constante dos habitantes das grandes cidades para as periferias leva necessariamente a que algumas elites intelectuais sejam também absorvidas pelo referido êxodo.
Na periferia, tais elites abrangem entre outras áreas tão vastas como a música, a literatura ou a pintura. Contudo os grandes palcos para a exibição destas expressões artísticas continuam no centro destas grandes cidades o que faz acrescer aos poderes locais e à sociedade civil em geral, responsabilidades acrescidas no sentido de dar expansão às acima mencionadas actividades.
É assim que hoje em Santo António dos Cavaleiros, como em outras periferias se encontram músicos, escritores e pintores, alguns dos quais já alcançaram lugares cimeiros no panorama nacional da cultura e outros que esperam e desesperam para ser revelados, para o que carecem por parte das entidades públicas apoios, não só para estes fins, como também para desfazer a ideia corrente de que estas periferias são unicamente habitadas por “gangues” ou delinquentes.
É esta convicção, entre outras razões que levam à criação deste blogue. Pretendemos essencialmente criar um espaço de divulgação das mais variadas expressões artísticas e um fórum de debate das problemáticas das zonas periféricas.
Está em princípio aberto a todos aqueles que na periferia sentem que não tem voz.

O sucesso deste espaço, depende da participação e colaboração de todos(as) aqueles(as) que de alguma maneira estejam ligados(as) a estas temáticas.
Colabora para a divulgação e publicação de artes plásticas, artesanato, músicas, romances, poemas e outras expressões artísticas não editados nos canais editoriais normais.

ESTE ESPAÇO É TEU, AJUDA A ALIMENTÁ-LO.
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