terça-feira, 9 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
O PSD e a Avaliação dos professores
A proposta. do CDS / PP de suspensão parcial do modelo de avaliação dos professores só não foi aprovada por falta de 30 deputados do PSD. No conjunto da oposição faltaram 35 deputados, mas a grande responsabilidade assenta no PSD e os professores nunca mais se vão esquecer disto. Tinha-se acabado de vez com as macadadas do Ministério da Educação e as de outros escribas da Comunicação Social que falam na legitimidade da democracia eleitoral e governativa na imposição das suas leis a uma classe profissional. Não aconteceu por acaso circunstancial e daí a grande responsabilidade do grupo parlamentar do PSD. A democracia, por vezes, tem as suas circunstâncias, não é Fernanda Câncio?E assim foi.
O senhor Paulo Rangel, presidente do Grupo Parlamentar do PSD, bem pode argumentar que telefonou, que enviou mensagens aos seus deputados para regressarem à Assembleia da República, quando já estavam em viagem para as suas terras de residência em fim-de-semana prolongado, subsidiados pelo Estado/Professores/Povo, ou para outras terras de Portugal... Sabe-se que os senhores deputados do PSD (e outros) saem às sextas-feiras de manhã para as suas terras, mas a sua ausência perante uma votação destas só mostra que não têm qualquer consciência, nem responsabilidade política perante os seus eleitores e a sua presidente Ferreira Leite. São 130 mil professores em protesto publico, nas ruas e em greve geral, que se não vão esquecer desta ausência do PSD numa votação crucial para os seus destinos profissionais... Aguardemos pelas eleições de 2009...
José Raimundo
EXPOSIÇÃO DE ARTE - AMSAC
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Venha festejar connosco!
A Amnistia Internacional Portugal tem o prazer de o convidar para vir festejar connosco os 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. (10 Dezembro, 15h00)
Divulgue para todos os seus contactos e não deixe de aparecer!
A entrada é livre, mas os lugares são limitados. Inscreva-se ou informe-se através do e-mail f.marques@amnistia-internacional.pt ou pelo telefone 21 386 16 52.
A Amnistia Internacional Portugal tem o prazer de o convidar para vir festejar connosco os 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. (10 Dezembro, 15h00)
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
A Dança da Educação
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domingo, 26 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A banca nacionalizou o Governo
A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio.
Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa.
E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior.
Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor.
Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio.
Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro.
A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.
A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado.
Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo.
Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo.
Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade.
Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos.
Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
Ricardo Araujo, Visão, 16-10-08
Livro "Crónicas" de Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer lança hoje um livro, intitulado Crônicas, no qual reafirma a sua militância comunista, esclarecendo porque ingressou no Partido e porque admira Brizola, Cuba e Fidel Castro, adianta o Jornal do Brasil.«A revolução de 1905, Outubro de 1917, a vitória contra o nazismo, a libertação de Cuba, tudo isso vai se repetir depois desses tempos sombrios que o capitalismo brutalmente instituiu e o império de Bush procura manter», escreve o mais famoso arquitecto brasileiro.
O livro reúne uma selecção de artigos e crónicas publicados na imprensa nas últimas décadas, actualizados pelo próprio autor.Niemeyer nomeia os seus autores favoritos, desde os filósofos gregos a autores como Albert Camus, Franz Kafka, Jean-Paul Sartre e André Malraux (de quem foi amigo, na época em que o romancista e aventureiro era Ministro da Cultura).
Em arquitectura, Niemeyer mostra-se aberto às diferentes correntes estéticas, admitindo que não há uma arquitectura única e ideal, havendo espaço tanto para a curva livre e sensual, que sempre perseguiu, como para a pureza da linha recta.
«Passei a considerar minha arquitectura não, como alguns podem pensar, o caminho ideal, mas somente a minha arquitectura. E, para ser coerente, passei a afirmar que, como eu, cada arquitecto deve procurar o seu próprio caminho, sem preconceitos», opina. Como escritor, prefere um estilo simples.
«Pessoalmente, prefiro as linguagens simples do quotidiano», confessa o arquitecto, citando as palavras do escritor italiano Alberto Moravia, que defendia a aproximação da literatura à linguagem oral.
Lusa / SOL
Lusa / SOL
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
LENGALENGA
Pronto agora tentam convencer-me que esta crise financeira é minha culpa, também. Devia de ter feito poupanças, não descobri ainda como, não descobri de onde é que tirava dinheiro para poupar … Mas pronto isso agora fica resolvido, o dinheiro dos meus impostos, o dinheiro que não chega para hospitais e escolas, que talvez não chegue para a minha reforma, esse dinheiro vai salvar a banca, a banca que teve mais de trinta por cento de lucro, esse dinheiro vai redimir-me.Esse dinheiro, mais o dinheiro que irá ser gasto no comboio de alta velocidade, e num aeroporto novinho em folha, em pleno deserto, vão salvar a industria da construção civil, reabilitar o país, tal como a Expo, o Euro 2004, salvaram-nos não foi?
Mas ainda assim, vai haver melhor, um contrato equilibrado com quem vai explorar uma nova Ponte, irá garantir que uma empresa, nacional e única no mundo, cresça, aproveitam e exploram a ponte, já mais que paga, ponte com mais de 40 anos, paga com o dinheiro dos impostos dos meus pais.
Pronto e também sei que tudo isto é fruto de uma conjuntura internacional, que faz com que o preço do petróleo desça e o dos combustíveis suba. Devia de ter pensado três vezes quando comprei casa, a pagar durante um quarto de século, a juros sempre a subir, devia ter pensado em não o fazer.
Talvez ter ficado amontoado na casa maternal, assim garantia um melhor apoio á velhice, em vez de andar a correr feito doido em apoios vários. Continuando a pagar mesmo que falte um cêntimo para concluir esse pagamento, o estado garante á banca o valor do empréstimo, ficando eu inquilino daquilo que paguei…
Devia ter pensado melhor, muito melhor antes de ter tido dois filhos, artigo de luxo, investimento a fundo perdido. Enfim, esta lengalenga do dinheiro é sempre a mesma, o dinheiro não quer nada comigo e eu não quero nada com ele.
Mas começo a estar farto, e vocês?
In. Isto tem Dias
terça-feira, 14 de outubro de 2008
LISBOA: MANIFESTAÇÃO CONTRA XENOFOBIA JUNTA 2 MIL
Apesar da chuva, esta foi uma das maiores manifestações de sempre de imigrantes em Portugal. O protesto teve no seu centro as políticas "securitárias e racistas" do Pacto Europeu sobre Imigração, da autoria de Sarkozy. A exigência da regularização de todos os imigrantes e a denúncia da estigmatização destas comunidadas gerada pela onda de mediatização da criminalidade foram outros dos motivos que levaram duas mil pessoas às ruas da baixa lisboeta. Ler mais...Fotogaleria da manifestação.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Os danados da Nação
Dizem os estudiosos da demografia que a Europa sem os imigrantes iria estiolar populacionalmente. É o que se passa em Portugal. Acontece que a nossa Comunicação Social sempre que há crime aproveita para relevar a etnia do criminoso. Assim se aumenta a xenofobia do nosso povo. Li que houve uns romenos que assaltaram não sei onde umas casas, mas também li que milhares de «cidadãos» romenos estão a ser explorados por empresários agrícolas portugueses, que os alugam para as vindimas no Douro sem quaisquer direitos.... O mesmo se passa com os operários da Construção Civil do Norte, que são africanos, brasileiros, brancos, mulatos e que «pagam para trabalhar», conforme denuncia Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção Civil do Norte.Em termos de notícia RTP teve mais relevância a saída de um caceteiro nazi do que as declarações de Albano Ribeiro.
Seria pedir muito à RTP, que mostrasse em reportagem estas situações de exploração do trabalho imigrante para diminuir atitudes xenófobas?
Os imigrantes não são os danados da Nação.
José Raimundo
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A POESIA É P'RA BEBER
Livraria Bulhosa - Entrecampos, LisboaDia 30, Terça-feira, 18.30
Palavras na Bulhosa... Ode ao Vinho
A evocação de Baco - Um recital de poesia
Com Silvina Pereira e Júlio Martín
Com degustação de vinhos
Vinho Tinto Douro Calços do Tanha Reserva 2005
Vinho Tinto Douro Calços do Tanha Touriga Nacional 2005
Vinho Tinto Regional Alentejano Approbatus
E com Amor, Arte e Técnica se faz o Vinho
Ao princípio, caíram águas sobre águas; moviam-se nos verdes profundos da vida vegetal, por entre as miríficas criações que a Natureza ia desenvolvendo em mundos submersos, águas de esmeraldas límpidas, fonte de vida terrena. Depois, definiram espaços, ilhas de terra, as águas correndo por labirintos desconhecidos, recebendo do Sol a força de viver; a seguir, quando? como? Houve seres a jornadear pelos paraísos da oferta terrena e pelas naturais brutezas, temores das forças da Natureza e infinitas noites de medo. A mão humana obedeceu à abertura do cérebro e foi construíndo, lenta, deveras lentamente, as delícias do quotidiano. Assim aconteceu, quando? como? quem?, homens de diferentes caminhos descobriram, com engenho e saberes acumulados, em espelhados bagos sumarentos e açucarados pelo calor, um líquido de sabores e de aromas inesquecíveis, gerador de afectos e de emoções, tornando o Mediterrâneo num novo Paraíso, o da cultura do Vinho. Veja aqui o programa
Ao princípio, caíram águas sobre águas; moviam-se nos verdes profundos da vida vegetal, por entre as miríficas criações que a Natureza ia desenvolvendo em mundos submersos, águas de esmeraldas límpidas, fonte de vida terrena. Depois, definiram espaços, ilhas de terra, as águas correndo por labirintos desconhecidos, recebendo do Sol a força de viver; a seguir, quando? como? Houve seres a jornadear pelos paraísos da oferta terrena e pelas naturais brutezas, temores das forças da Natureza e infinitas noites de medo. A mão humana obedeceu à abertura do cérebro e foi construíndo, lenta, deveras lentamente, as delícias do quotidiano. Assim aconteceu, quando? como? quem?, homens de diferentes caminhos descobriram, com engenho e saberes acumulados, em espelhados bagos sumarentos e açucarados pelo calor, um líquido de sabores e de aromas inesquecíveis, gerador de afectos e de emoções, tornando o Mediterrâneo num novo Paraíso, o da cultura do Vinho. Veja aqui o programa
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Assalto ao Banco BES: Xenofobia de um comentador
O que dizer de Moita Flores? Um romancista armado aos polícias ou um polícia romântico armado em presidente de câmara? Ouvi-lo afirmar na Sic Notícias, durante o famoso assalto ao BES, que os responsáveis pela nova vaga de assaltos em Portugal tem origem em brasileiros e tipos de leste é quase tão grave como eu afirmar que Moita Flores não passa de um parolo televisivo que se aproveita da sua qualidade de ex-polícia para tornar verdade mesmo as maiores falsidades. Moita Flores conseguiu meter no mesmo saco milhões de brasileiros, falando invariavelmente de favelas, de crimes violentos e dos portuguesinhos coitadinhos, tão inofensivos. O que Moita Flores se esqueceu de falar é que todos os dias os bancos são assaltados por portugueses, que ainda há pouco tempo foi preso o responsável pelo roubo de carros de alta gama num valor de 500.000€, curiosamente português... É um facto que em Portugal existem crimes praticados por estrangeiros, mas essa minoria não serve para caracterizar um povo inteiro.Publicado em Enresinados
terça-feira, 5 de agosto de 2008
A Tshirt da Semana
"A poucos dias da inauguração dos jogos olimpicos, a preocupação prioritária do governo Chinês está ser a poluição que não conseguem vencer.Estão preocupados não com os seus cidadãos que todos os dias há tantos anos sofrem com o problema que ao fim e ao cabo afecta todos a nível mundial, mas sim com o que pode parecer aos olhos de todos os que os vão visitar por altura do evento.
A Amnistia Internacional faz constar que a repressão e a violação dos direitos humanos está ainda mais degradada que há uns meses atrás. Os Jornalistas que vão chegando e tomando contacto com a realidade deparam-se com limites à sua acção profissional.
Enquanto isso o COI, Comité Olimpico Internacional, como a grande maioria dos governos se cala perante esta escalada vergonhosa, em nome dos interesses politicos e financeiros.
Beijing "Eu Não Vou"!
Se os monges Tibetanos entrassem nos 100 metros barreiras ganhariam a medalha de ouro, tal a perseguição e terror que os persegue."
Armenios Tshirts
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
A 3D Exploration of Picasso's Guernica
Este vídeo apresenta uma recriação tridimensional de Guernica, talvez a obra mais conhecida e mais reproduzida de Picasso, feita como um manifesto contra o bombardeamento da povoação basca pela aviação nazi, em 26 de Abril de 1937.
A arte ao serviço da luta, a tecnologia ao serviço da arte. O trabalho, que nos permite olhar de uma outra maneira para o quadro, é da nova-iorquina Lena Gieseke. Para ver, sem mais palavras, porque as palavras tornam-se quase desnecessárias quando estamos perante criações desta dimensão.
domingo, 3 de agosto de 2008
JOSÉ AFONSO: Antena 1, Música e Afectos
Armando Carvalhêda e António Macedo convidaram amigos de sempre para recordar a vida e a obra do Zeca, no dia em que passam 79 anos sobre a sua data de nascimento.
Manuel Faria (músico/produtor), Viriato Teles (jornalista/crítico), Jorge Cruz (músico/compositor) e João Lucas e João Afonso, que hão-de editar um disco onde o piano e a voz trazem de volta a obra de José Afonso, em duas horas de conversas, histórias e músicas tocadas ao vivo. Associação José Afonso
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EDITORIAL
O êxodo constante dos habitantes das grandes cidades para as periferias leva necessariamente a que algumas elites intelectuais sejam também absorvidas pelo referido êxodo.
Na periferia, tais elites abrangem entre outras áreas tão vastas como a música, a literatura ou a pintura. Contudo os grandes palcos para a exibição destas expressões artísticas continuam no centro destas grandes cidades o que faz acrescer aos poderes locais e à sociedade civil em geral, responsabilidades acrescidas no sentido de dar expansão às acima mencionadas actividades.
É assim que hoje em Santo António dos Cavaleiros, como em outras periferias se encontram músicos, escritores e pintores, alguns dos quais já alcançaram lugares cimeiros no panorama nacional da cultura e outros que esperam e desesperam para ser revelados, para o que carecem por parte das entidades públicas apoios, não só para estes fins, como também para desfazer a ideia corrente de que estas periferias são unicamente habitadas por “gangues” ou delinquentes.
É esta convicção, entre outras razões que levam à criação deste blogue. Pretendemos essencialmente criar um espaço de divulgação das mais variadas expressões artísticas e um fórum de debate das problemáticas das zonas periféricas.
Está em princípio aberto a todos aqueles que na periferia sentem que não tem voz.
O sucesso deste espaço, depende da participação e colaboração de todos(as) aqueles(as) que de alguma maneira estejam ligados(as) a estas temáticas.
Colabora para a divulgação e publicação de artes plásticas, artesanato, músicas, romances, poemas e outras expressões artísticas não editados nos canais editoriais normais.
ESTE ESPAÇO É TEU, AJUDA A ALIMENTÁ-LO.
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Na periferia, tais elites abrangem entre outras áreas tão vastas como a música, a literatura ou a pintura. Contudo os grandes palcos para a exibição destas expressões artísticas continuam no centro destas grandes cidades o que faz acrescer aos poderes locais e à sociedade civil em geral, responsabilidades acrescidas no sentido de dar expansão às acima mencionadas actividades.
É assim que hoje em Santo António dos Cavaleiros, como em outras periferias se encontram músicos, escritores e pintores, alguns dos quais já alcançaram lugares cimeiros no panorama nacional da cultura e outros que esperam e desesperam para ser revelados, para o que carecem por parte das entidades públicas apoios, não só para estes fins, como também para desfazer a ideia corrente de que estas periferias são unicamente habitadas por “gangues” ou delinquentes.
É esta convicção, entre outras razões que levam à criação deste blogue. Pretendemos essencialmente criar um espaço de divulgação das mais variadas expressões artísticas e um fórum de debate das problemáticas das zonas periféricas.
Está em princípio aberto a todos aqueles que na periferia sentem que não tem voz.
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