NÃO IMPORTA O LUGAR… O QUE IMPORTA É CRIAR!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.
A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio.
Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa.
E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior.
Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor.
Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio.
Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro.
A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.
A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado.
Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo.
Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo.
Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade.
Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos.
Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
Ricardo Araujo, Visão, 16-10-08

Livro "Crónicas" de Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer lança hoje um livro, intitulado Crônicas, no qual reafirma a sua militância comunista, esclarecendo porque ingressou no Partido e porque admira Brizola, Cuba e Fidel Castro, adianta o Jornal do Brasil.
«A revolução de 1905, Outubro de 1917, a vitória contra o nazismo, a libertação de Cuba, tudo isso vai se repetir depois desses tempos sombrios que o capitalismo brutalmente instituiu e o império de Bush procura manter», escreve o mais famoso arquitecto brasileiro.
O livro reúne uma selecção de artigos e crónicas publicados na imprensa nas últimas décadas, actualizados pelo próprio autor.Niemeyer nomeia os seus autores favoritos, desde os filósofos gregos a autores como Albert Camus, Franz Kafka, Jean-Paul Sartre e André Malraux (de quem foi amigo, na época em que o romancista e aventureiro era Ministro da Cultura).

Em arquitectura, Niemeyer mostra-se aberto às diferentes correntes estéticas, admitindo que não há uma arquitectura única e ideal, havendo espaço tanto para a curva livre e sensual, que sempre perseguiu, como para a pureza da linha recta.

«Passei a considerar minha arquitectura não, como alguns podem pensar, o caminho ideal, mas somente a minha arquitectura. E, para ser coerente, passei a afirmar que, como eu, cada arquitecto deve procurar o seu próprio caminho, sem preconceitos», opina. Como escritor, prefere um estilo simples.

«Pessoalmente, prefiro as linguagens simples do quotidiano», confessa o arquitecto, citando as palavras do escritor italiano Alberto Moravia, que defendia a aproximação da literatura à linguagem oral.
Lusa / SOL

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

LENGALENGA

Pronto agora tentam convencer-me que esta crise financeira é minha culpa, também. Devia de ter feito poupanças, não descobri ainda como, não descobri de onde é que tirava dinheiro para poupar … Mas pronto isso agora fica resolvido, o dinheiro dos meus impostos, o dinheiro que não chega para hospitais e escolas, que talvez não chegue para a minha reforma, esse dinheiro vai salvar a banca, a banca que teve mais de trinta por cento de lucro, esse dinheiro vai redimir-me.
Esse dinheiro, mais o dinheiro que irá ser gasto no comboio de alta velocidade, e num aeroporto novinho em folha, em pleno deserto, vão salvar a industria da construção civil, reabilitar o país, tal como a Expo, o Euro 2004, salvaram-nos não foi?
Mas ainda assim, vai haver melhor, um contrato equilibrado com quem vai explorar uma nova Ponte, irá garantir que uma empresa, nacional e única no mundo, cresça, aproveitam e exploram a ponte, já mais que paga, ponte com mais de 40 anos, paga com o dinheiro dos impostos dos meus pais.
Pronto e também sei que tudo isto é fruto de uma conjuntura internacional, que faz com que o preço do petróleo desça e o dos combustíveis suba. Devia de ter pensado três vezes quando comprei casa, a pagar durante um quarto de século, a juros sempre a subir, devia ter pensado em não o fazer.
Talvez ter ficado amontoado na casa maternal, assim garantia um melhor apoio á velhice, em vez de andar a correr feito doido em apoios vários. Continuando a pagar mesmo que falte um cêntimo para concluir esse pagamento, o estado garante á banca o valor do empréstimo, ficando eu inquilino daquilo que paguei…
Devia ter pensado melhor, muito melhor antes de ter tido dois filhos, artigo de luxo, investimento a fundo perdido. Enfim, esta lengalenga do dinheiro é sempre a mesma, o dinheiro não quer nada comigo e eu não quero nada com ele.
Mas começo a estar farto, e vocês?
In. Isto tem Dias

terça-feira, 14 de outubro de 2008

LISBOA: MANIFESTAÇÃO CONTRA XENOFOBIA JUNTA 2 MIL

Apesar da chuva, esta foi uma das maiores manifestações de sempre de imigrantes em Portugal. O protesto teve no seu centro as políticas "securitárias e racistas" do Pacto Europeu sobre Imigração, da autoria de Sarkozy. A exigência da regularização de todos os imigrantes e a denúncia da estigmatização destas comunidadas gerada pela onda de mediatização da criminalidade foram outros dos motivos que levaram duas mil pessoas às ruas da baixa lisboeta. Ler mais...
Fotogaleria da manifestação.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Os danados da Nação

Dizem os estudiosos da demografia que a Europa sem os imigrantes iria estiolar populacionalmente. É o que se passa em Portugal. Acontece que a nossa Comunicação Social sempre que há crime aproveita para relevar a etnia do criminoso. Assim se aumenta a xenofobia do nosso povo. Li que houve uns romenos que assaltaram não sei onde umas casas, mas também li que milhares de «cidadãos» romenos estão a ser explorados por empresários agrícolas portugueses, que os alugam para as vindimas no Douro sem quaisquer direitos.... O mesmo se passa com os operários da Construção Civil do Norte, que são africanos, brasileiros, brancos, mulatos e que «pagam para trabalhar», conforme denuncia Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção Civil do Norte.
Em termos de notícia RTP teve mais relevância a saída de um caceteiro nazi do que as declarações de Albano Ribeiro.
Seria pedir muito à RTP, que mostrasse em reportagem estas situações de exploração do trabalho imigrante para diminuir atitudes xenófobas?
Os imigrantes não são os danados da Nação.
José Raimundo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A POESIA É P'RA BEBER

Livraria Bulhosa - Entrecampos, Lisboa

Dia 30, Terça-feira, 18.30
Palavras na Bulhosa... Ode ao Vinho
A evocação de Baco - Um recital de poesia
Com Silvina Pereira e Júlio Martín

Com degustação de vinhos
Vinho Tinto Douro Calços do Tanha Reserva 2005
Vinho Tinto Douro Calços do Tanha Touriga Nacional 2005
Vinho Tinto Regional Alentejano Approbatus
E com Amor, Arte e Técnica se faz o Vinho
Ao princípio, caíram águas sobre águas; moviam-se nos verdes profundos da vida vegetal, por entre as miríficas criações que a Natureza ia desenvolvendo em mundos submersos, águas de esmeraldas límpidas, fonte de vida terrena. Depois, definiram espaços, ilhas de terra, as águas correndo por labirintos desconhecidos, recebendo do Sol a força de viver; a seguir, quando? como? Houve seres a jornadear pelos paraísos da oferta terrena e pelas naturais brutezas, temores das forças da Natureza e infinitas noites de medo. A mão humana obedeceu à abertura do cérebro e foi construíndo, lenta, deveras lentamente, as delícias do quotidiano. Assim aconteceu, quando? como? quem?, homens de diferentes caminhos descobriram, com engenho e saberes acumulados, em espelhados bagos sumarentos e açucarados pelo calor, um líquido de sabores e de aromas inesquecíveis, gerador de afectos e de emoções, tornando o Mediterrâneo num novo Paraíso, o da cultura do Vinho. Veja aqui o programa

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Que Faz Falta é... Acordar a malta


Zeca...Hoje, mais actual que nunca!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Assalto ao Banco BES: Xenofobia de um comentador

O que dizer de Moita Flores? Um romancista armado aos polícias ou um polícia romântico armado em presidente de câmara? Ouvi-lo afirmar na Sic Notícias, durante o famoso assalto ao BES, que os responsáveis pela nova vaga de assaltos em Portugal tem origem em brasileiros e tipos de leste é quase tão grave como eu afirmar que Moita Flores não passa de um parolo televisivo que se aproveita da sua qualidade de ex-polícia para tornar verdade mesmo as maiores falsidades. Moita Flores conseguiu meter no mesmo saco milhões de brasileiros, falando invariavelmente de favelas, de crimes violentos e dos portuguesinhos coitadinhos, tão inofensivos. O que Moita Flores se esqueceu de falar é que todos os dias os bancos são assaltados por portugueses, que ainda há pouco tempo foi preso o responsável pelo roubo de carros de alta gama num valor de 500.000€, curiosamente português... É um facto que em Portugal existem crimes praticados por estrangeiros, mas essa minoria não serve para caracterizar um povo inteiro.
Publicado em Enresinados

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Tshirt da Semana

"A poucos dias da inauguração dos jogos olimpicos, a preocupação prioritária do governo Chinês está ser a poluição que não conseguem vencer.
Estão preocupados não com os seus cidadãos que todos os dias há tantos anos sofrem com o problema que ao fim e ao cabo afecta todos a nível mundial, mas sim com o que pode parecer aos olhos de todos os que os vão visitar por altura do evento.
A Amnistia Internacional faz constar que a repressão e a violação dos direitos humanos está ainda mais degradada que há uns meses atrás. Os Jornalistas que vão chegando e tomando contacto com a realidade deparam-se com limites à sua acção profissional.
Enquanto isso o COI, Comité Olimpico Internacional, como a grande maioria dos governos se cala perante esta escalada vergonhosa, em nome dos interesses politicos e financeiros.
Beijing "Eu Não Vou"!
Se os monges Tibetanos entrassem nos 100 metros barreiras ganhariam a medalha de ouro, tal a perseguição e terror que os persegue."
Armenios Tshirts

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A 3D Exploration of Picasso's Guernica

Este vídeo apresenta uma recriação tridimensional de Guernica, talvez a obra mais conhecida e mais reproduzida de Picasso, feita como um manifesto contra o bombardeamento da povoação basca pela aviação nazi, em 26 de Abril de 1937.
A arte ao serviço da luta, a tecnologia ao serviço da arte. O trabalho, que nos permite olhar de uma outra maneira para o quadro, é da nova-iorquina Lena Gieseke. Para ver, sem mais palavras, porque as palavras tornam-se quase desnecessárias quando estamos perante criações desta dimensão.

domingo, 3 de agosto de 2008

JOSÉ AFONSO: Antena 1, Música e Afectos


Armando Carvalhêda e António Macedo convidaram amigos de sempre para recordar a vida e a obra do Zeca, no dia em que passam 79 anos sobre a sua data de nascimento.
Manuel Faria (músico/produtor), Viriato Teles (jornalista/crítico), Jorge Cruz (músico/compositor) e João Lucas e João Afonso, que hão-de editar um disco onde o piano e a voz trazem de volta a obra de José Afonso, em duas horas de conversas, histórias e músicas tocadas ao vivo. Associação José Afonso

Agora Aqui - Terrakota

O esquerda.net realizou a transmissão vídeo em directo através da internet no dia 3 de Junho da festa "Abril e Maio, Aqui Agora" no Teatro da Trindade em Lisboa. Coube aos Terrakota encerrar a noite com um concerto que fez levantar o público das cadeiras para dançar. Agradecemos aos Terrakota a possibilidade de partilhar este grande momento musical com todos aqueles que não puderam assistir.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Computador “Magalhães” é publicidade enganosa

O computador "Magalhães", anunciado como o "primeiro portátil português", afinal só tem de português o local onde é feito e o capital investido. O computador foi anunciado, como "novidade mundial", a 3 de Abril em Shangai no Intel Development Fórum, com o nome de "Classmate PC". O portátil já está mesmo à venda na Índia e na Inglaterra.
Anunciado como o "primeiro portátil português", numa solene cerimónia em que participou o primeiro ministro José Sócrates, o "Magalhães" é apenas uma versão produzida em Portugal, sob licença da Intel.
Ao que parece, o lançamento do "Classmate PC", e o esforço publicitário que está a implicar, como no caso de Portugal onde adopta um nome nacional, é uma iniciativa da Intel, integrada na guerra concorrencial contra o projecto One Laptop for Child. Ler mais…

terça-feira, 29 de julho de 2008

Os direitos de autor

Actualmente, o regime de direito de autor não satisfaz as necessidades da sociedade nem está de acordo com as possibilidades que o desenvolvimento tecnológico coloca nas suas mãos. Este sistema transformou-se em legitimador da submissão da cultura às leis do mercado, favorecendo a dominação económica e cultural dos povos.
O direito de autor como direito humano deve ter implícito o equilíbrio entre o direito do autor à sua obra e o direito da sociedade a ter acesso a ela. Este equilíbrio foi quebrado, não a favor dos autores nem da sociedade, mas a favor dos que exercem os direitos em nome dos criadores, ou seja, os grandes monopólios da indústria editorial, informática, biotecnológica e do entretenimento. A apropriação destes conhecimentos entra frequentemente em contradição com o direito à saúde, à vida, ao conhecimento e à educação. E são sempre estes que saem a perder.

A criação não se defende impedindo a sua difusão. Normas mais rígidas não trarão mais criatividade. Para proteger a criação tem que se garantir espaços, estimulá-la, incentivá-la, tenha ou não êxito comercial, apenas em virtude da sua condição de expressão da criatividade humana na sua infinita diversidade.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A ARTE DA RUDEZA

A ARTE DA RUDEZA é insulto. Mas não é apenas insulto. É um insulto perverso, insolente e demencialmente elevado. «Winston, você não passa de um bêbedo», diz Lady Astor a Churchill numa festa social. E Churchill, sem perder a compostura, responde: «E você, minha querida, é feia. Mas amanhã eu já estarei sóbrio».

O MESMO Churchill, na Câmara dos Comuns, confrontado com as críticas de uma parlamentar inflamada: «Se eu fosse sua mulher, punha veneno no seu chá». E Churchill, sem perder a compostura, responde: «E se eu fosse seu marido, bebia-o».

AGORA tracem as diferenças. A nossa vida social, vendida pelas revistas da paróquia, pinga vulgaridade. As elites de um país definem esse país? Pois bem: as nossas elites mais visíveis são compostas por jogadores de futebol, apresentadores televisivos e concorrentes do Big Brother. Um cortejo grotesco, que diz tudo sobre Portugal.
As frases desta gente são deprimentes e vulgares. As fronhas são deprimentes e vulgares. Os amores são deprimentes e vulgares. As casas são deprimentes e vulgares. Os sentimentos são deprimentes e vulgares. As férias, invariavelmente no Algarve, são deprimentes e vulgares. Os gostos são deprimentes e vulgares. As opiniões são deprimentes e vulgares.
A roupa é deprimente e vulgar. A educação é deprimente e vulgar.

Tudo é deprimente e vulgar porque tudo surge infectado pelo vírus deprimente e vulgar da classe média arrivista e endinheirada, amante do exibicionismo saloio ou, então, da moderação pacóvia, obsessivamente preocupada com o decoro, a imagem, as aparências.
E em relação ao Parlamento, o que há para acrescentar? Dos 230 deputados, talvez trinta sejam pessoas alfabetizadas. Dessas trinta, talvez vinte consigam ler um texto sem mexer os lábios. Dessas vinte, talvez dez consigam escrever uma frase com sujeito, predicado e complemento directo. O que dizer dos restantes 200?
NÃO SE PENSE que a arte da rudeza pode existir sem humanidade. Pelo contrário: só pessoas invulgarmente humanas podem ser invulgarmente rudes. Serge Gainsbourg, outro patife nobre, disse um dia a um jovem cantor em ascensão: «Provoca, provoca sempre. Mas nunca deixes de ser humano». A rudeza é humanidade em estado puro. Puro e duro.

A ARTE DA RUDEZA é um património a preservar numa sociedade civilizada. E talvez seja a única coisa verdadeiramente importante a fazer para salvar este Portugal alinhado, deprimente, vazio e sombrio, povoado por criaturas alinhadas, deprimentes, vazias e sombrias.
Filhos, não obedeçam sempre aos vossos pais. Pais, não queiram ser como os vossos filhos. Rapazes, aprendam a abusar. Riam muito. Chorem ainda mais. Provoquem. Excedam-se.
Sejam inteligentes. Sejam elegantes. Sejam nobres.
E, puta que pariu, sejam rudes e humanos!

Exposição: Che! Mito e Revolução

Para assinalar a sua 25ª edição o Festival de Almada acolhe a exposição Che! Mito e Revolução, já apresentada em cidades como Nova Iorque, Londres, Amesterdão, Milão, e Barcelona. Che! Mito e Revolução foi criada em torno da célebre fotografia Guerrillero Heroico, da autoria de Alberto Korda, e que é a imagem de Ernesto "Che" Guevara mais conhecida e reproduzida em todo o Mundo.
Até 7 de Setembro
De Quarta a Sábado das 10h00 às 24h00,Terças e Domingos das 10h00 às 18h00.
Fórum Municipal Romeu Correia (Almada)

EDITORIAL

O êxodo constante dos habitantes das grandes cidades para as periferias leva necessariamente a que algumas elites intelectuais sejam também absorvidas pelo referido êxodo.
Na periferia, tais elites abrangem entre outras áreas tão vastas como a música, a literatura ou a pintura. Contudo os grandes palcos para a exibição destas expressões artísticas continuam no centro destas grandes cidades o que faz acrescer aos poderes locais e à sociedade civil em geral, responsabilidades acrescidas no sentido de dar expansão às acima mencionadas actividades.
É assim que hoje em Santo António dos Cavaleiros, como em outras periferias se encontram músicos, escritores e pintores, alguns dos quais já alcançaram lugares cimeiros no panorama nacional da cultura e outros que esperam e desesperam para ser revelados, para o que carecem por parte das entidades públicas apoios, não só para estes fins, como também para desfazer a ideia corrente de que estas periferias são unicamente habitadas por “gangues” ou delinquentes.
É esta convicção, entre outras razões que levam à criação deste blogue. Pretendemos essencialmente criar um espaço de divulgação das mais variadas expressões artísticas e um fórum de debate das problemáticas das zonas periféricas.
Está em princípio aberto a todos aqueles que na periferia sentem que não tem voz.

O sucesso deste espaço, depende da participação e colaboração de todos(as) aqueles(as) que de alguma maneira estejam ligados(as) a estas temáticas.
Colabora para a divulgação e publicação de artes plásticas, artesanato, músicas, romances, poemas e outras expressões artísticas não editados nos canais editoriais normais.

ESTE ESPAÇO É TEU, AJUDA A ALIMENTÁ-LO.
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