
No futuro,
uma criança,
brincando na areia da estrada,
encontrará o cravo
que à Revolução foi ceifado.
Ao romper de uma aurora,
com vigor, plantá-lo-á de novo,
para que a fé não se apague.
E crente nas razões do povo,
na sua justiça e na sua dor,
estará a plantar, sem o saber,
a mais doce força da Saudade,
o mais intenso poema de Amor.




















